Fotografia de
Petrus Apostolus
Sinto o tempo infinito
A vida espreita
O corpo que é finito
O tempo é tempo
Não é grito
Se fora está sem voz no momento.
Tempo é nunca visto
Em tempo de ser feliz
Há um tempo em que o sonho acorda
No meio da vida
E coloca um gosto de não dá mais
Na boca da gente
Que fica apalermado com o tempo que se acaba
E o sonho fica então adormecido.
Não pesemos o tempo
Por que ele passa
Sem piedade das nossas fraquezas
E nos transforma em espectros
De gente
Nos leva pra longe dos nossos sonhos
Pra fora das nossas ilusões
E viramos nada.
Definitivamente.
Eleni Mariana de Menezes

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