A tua ausência queda os meus passos
E já nem sei por qual caminho vou
Somente a utopia me leva aos teus braços
Num doce sonho que o tempo me roubou.
E à noite sou alma solitária
Que não encontra eco na voz e silencia
Não há mais que dizer do amor doce
Palavra. Já não celebro nem estar
Num mundo e desfalcada
Descalça e nua. Sigo rota
Uma rota vazia de esperança.
Eis-me sem ti. O sonho não renasce
Por que a noite densa envolve o meu ser
E reparte o meu coração em mil pedaços
Aos poucos vou morrendo porque o sonho
Não vinga e a minha realidade
Brutal demais me engole e me consome.
E vou pela vida afora repetindo o teu nome.

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