Denise Hana
E não esqueço aquele olhar tristonho
Aquela lágrima cadente
Tal qual estrela reticente
A escorrer por tua face santa.
E ao ver-te a dor foi grande e tanta
Que desandou o meu querer
E eu quis tanto e assim morri
De tanto amar e sofrer
O meu silêncio sufocou meu grito
Morto na garganta e se fez grunhido
Não de gente, mas de fera enjaulada.
Somente uma vez aquele olhar
Atravessou-me. E foi como se fora
A vida toda. Talvez que outra vida
Ou outras tantas, vivi nos braços teus.
E tenha tido o teu olhar postado em mim
Pela eternidade sem fim.
Eleni Mariana de Menezes

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