Não me conheço
Estranho-me
Apercebo-me estrangeira
Neste corpo que me veste
Reveste meus sonhos
Alma de bailarina
Em corpo de idosa
A vontade é de leoa
Mas o coração não será
De um cordeiro?
Abro meus dedos frágeis
E minhas mãos não mais seguram
Meus desejos
Que tento retê-los neste físico
Minguado pelos anos.
O espelho reflete um ar cansado
Mas o olhar ainda grita
Por vida
E o que me acalma a alma
E que me sinto ainda
Uma eterna menina.
Eleni Mariana de Menezes

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