domingo, 1 de novembro de 2015
É preciso aprender a viver
Há de passar o tempo
como as aves em bando
que levam pra outas terras
nas asas que vão ruflando
seus cantos em outras serras
noutros galhos revoando
Há de correr o tempo
como o vento pelas matas
nas folhas fazendo festa
no turbilhão de cascatas
brincando no chão das florestas
no orvalho das serenatas
Há de voar o tempo
deixando marcas no rosto
num leva e traz de amargura
o amor se enverga em procura
leva o sorrir traz desgosto
viver sem vida é imposto
E no tempo que decorre
alvura de esposa os cabelo
fraqueza no corpo inteiro
nos olhos velhos, luz que morre
nada ajuda ou socorre
e perde-se ao léu os apelos
no tempo que como o vento
corre pro infinito
Como aguaceiro que corre
homem nasce no menino
mudanças dos anos que voam
andanças noutros caminhos
que desentoam destinos
Presente se faz passado
futuro será presente
e há de nascer d'outro ventre
frutos de amor, de repentes.
Contra as águas do tempo
promessas não são eternas
os anos varrem os sonhos
momentos que rompem laços
abertos estão outros braços
esperam sem se cansar
Tempo corre em águas
cascatas de corredeiras
varrem mágoas, mudam vida
traz amor, rasga ferida
molda outro rosto e vive,
E é preciso caminhar
E aprender a viver
O tempo há de passar
E a vida vai correr,
E é preciso aprender a viver "viver".
A.N.I.
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