Tarde que nasce
Com as paredes úmidas
De lágrimas
Dos que pelejam pela vida
Suor de povo humilde
Crescentes no ardor
De batalhas renhidas
Por que é preciso seguir
Em frente
Ser diferente pra conseguir
Sobreviver no mundo hodierno
Não basta ser igual
Cai no habitual e vai direto
Para o curral
Desumano
Que o capitalismo gerou
Fervilhando
De gente miúda
Financeiramente
Sem eira nem beira
Mas gigantes no querer
Por demasiado sofrer
Viram anônimos Heróis.

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