terça-feira, 3 de novembro de 2015
Calhas
A noite efervescente jorra
estrelas dissidentes do espaço
criando o berço do abraço
acalentando o leito de procusto
e sela o mel em cera
a form ado olhar quase equipara
no lótus e à tulipa negra
É vesga a noite
o vento geme entre frestas
e a lacuna que se inflama
equizema cardiocerebral
aurora boreal no asfáltico noturno
retorno de desalentar - soturno -
Ribombo de outra nave cósmica
a guerra de olhares tíbios
afifos afônicos de pássaros
que o pé traçante se acorrenta
rebenta o chão do mar
não há o que voar
as asas não se enfunam
e o canto rasga o vento
morre sobre a areia
à beira o mar!
A.N.I.
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