Vinte e cinco dias depois de te conhecer e eu já queria ser você, vinte e cinco segundos depois eu já queria ter nós dois, todos os dias feijão com arroz, há vinte e cinco milésimos de mil anos atrás eu era aquele rapaz que te escrevia cartas falando sobre o meu "amor". Bem antes do meu avô eu já nascia em você, era a tua mulher, o teu homem, o teu ser.
Prazer, me conheça novamente, já fui o dragão que cuidou de você no oriente, te levei aos céus e te mostrei a lua, você me guiou no voo, se mostrou nua. Vinte e cinco séculos antes eu fui um tal almirante, cuidava do nosso barquinho pra ele não afundar, ligava o radinho e só, lá iá, lá iá. Vinte e cinco anos depois do nosso primeiro filho completar vinte e cinco anos ainda estávamos juntos, teus cabelos brancos, eu velho, moribundo, gritando pro mundo, imundo, que não exite amor maior, e que venha do fundo, do que o de um velho moribundo.
Vinte e cinco Terezas pra acabar com a tristeza de vinte e cinco centésimos sem te ver, não foram suficientes, precisei de vinte e cinco vezes você pra curar por vinte e cinco "Eu te amos" todos os sempres.
Eu amo você há mais de vinte e seis cartomantes videntes.
Autor: Álisson Bonsuet
Autor: Álisson Bonsuet

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